segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Descobrir o que se gosta de fazer
Amadurecer traz claridade, mas até que ponto? Parece que só agora, quase nos 40 (ok, faltam 2 anos!) se torna mais importante para mim perceber onde gastar o meu tempo, e isto, descobrindo o que me dá prazer fazer, repetindo e sem cansar... parece que até agora tal não era assim tão importante... agora, parece aquela urgência de ser realmente eu e debruçar-me sobre o que sou e o que me apaixona...
só este ano comecei a solidificar uma ideia que já sabia sobre mim, mas que cada vez mais é verdade: gosto de me mexer, gosto de por os músculos a trabalhar, gosto de me disciplinar, gosto de sentir que tenho o controlo sobre o que faço e como e isso dá-me prazer... traduzindo: exercitar-me, permite-me sentir-me e por cá fora a frustração que os meus dias num ambiente de trabalho de ambiente da ditadura me fazem acumular e tirar a alegria que também agora descubro é parte de mim e me faz sentir confiante quando a expresso.. por isso e por enquanto, só me resta o exercício para sentir tudo isso a sair de mim e me permitir exprimir toda a loucura que tenho dentro de mim...
tenho paixão por beleza: beleza no feminino, sou apaixonada por tecidos de qualidade, por bons cortes, por admirar pessoas que tem personalidade a vestir-se, o que é tão difícil hoje em dia com a produção em série que circula nas ruas, em particular, nas senhoras... embora no outro dia, visitando o saldanha em hora de almoço, apercebi-me que quase todos os homens que me cruzei estavam de fato, tudo despersonalizado e admiti: realmente a sociedade é f...! mete toda a gente a andar do mesmo modo e tornam-se manequins andantes sem distinção à primeira vista... se for necessário identificar algum na polícia, a resposta seria: sim, tinha fato...! bom, voltando ao que me interessa, sou apaixonada por lingerie, mesmo, mesmo, coisas de qualidade...
Sou apaixonada por bons sentimentos e emoções... sou apaixonada por momentos simples, toques de mão, crianças a brincar, pais pacientes, borboletas, sei lá.... já estou toda perdida! penso em tanta coisa que depois mando para aqui assim à toa! gosto de amores verdadeiros (tão escassos como encontrar um bicho de contas nas ruas de lisboa hoje em dia!), daqueles que aconteça o que acontecer, o respeito pelo outro manter-se-á inalterado sempre... onde isso vai, não?
devo estar a ficar madura!
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